Por que falar sobre a morte com a criança?

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Falar com uma criança sobre a morte não é tarefa fácil. Além da necessidade de protegê-la, falar sobre esse tema implica também para o adulto defrontar-se com sua própria finitude, medos e ansiedades.

Entretanto, é importante considerar que as crianças têm dúvidas sobre a morte, especialmente quando alguém de seu convívio morre. Muitos adultos, por não saberem a melhor maneira de abordar esse tema acabam postergando a conversa ou dando explicações metafóricas.

Nos casos em que a comunicação é bloqueada, esse “não dizer” tem mais chances de se manifestar por meio de sintomas disfuncionais ou de comportamentos destrutivos. Segundo estudiosos, a falta de informação sobre o que realmente aconteceu contribui para que a criança dê asas à imaginação, formando uma visão distorcida da morte de seu ente querido e alimentando sentimentos negativos, como medos e culpa.

Nos casos onde são oferecidas explicações metafóricas, como, por exemplo, a pessoa foi dormir ou foi viajar, estas são entendidas pelas crianças ao pé da letra. Elas podem ficar com medo de dormir ou confusas, acreditar que todos aqueles que fazem uma viagem não voltarão mais ou até mesmo com sentimentos negativos frente à pessoa que morreu por acreditar que ela foi embora porque quis, por exemplo. Além disso, a criança pode acreditar que a pessoa que morreu poderá voltar um dia.

Assim é grande o desespero dos adultos diante das perguntas da criança sobre a morte. Porém, especialmente em situações de crise, as crianças revelam necessidade de compartilhar seus medos, angústias, fantasias e sentimentos. Nessas horas, o cuidador deverá estar preparado para transmitir e propiciar a eles conforto e segurança.

Cada criança mostra o seu luto de diferentes modos e esse processo é fundamental para conseguir passar por esse momento sem criar culpa, medo ou traumas. Por isso que os pais/cuidadores são essenciais nesse crescimento da criança sem traumas. Se eles tiverem medo da morte e tentarem “poupar” a criança, ela reagirá da mesma forma. Mas se mostrarem com naturalidade o ciclo da vida, a criança lidará com a morte sem problemas.

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